
Nos primeiros onze meses de 2009, a receita fiscal registou um decréscimo de 14.2% relativamente a igual período do ano anterior, o que representa uma de 0.6 p.p. face ao tvha do mês anterior (por memória, -14.8%). Este resultado explica-se por uma estabilização na tvha dos Impostos Directos, que se manteve idêntica à do mês anterior, e por uma melhoria de 1 p.p na tvha dos Impostos Indirectos (-16.5% em Outubro).
A fim de se obter uma base de comparação coerente com o status quo legis do ano de 2008, deverão descontar-se os efeitos das medidas de política (que incluem um aumento dos reembolsos de IVA e de IRC, bem como os efeitos do aumento das transferências e da redução da taxa de IVA normal de 21% para 20%). Assim, constata-se que a receita fiscal registaria, para o mesmo período, um decréscimo de 10.9% relativamente a igual período do ano anterior. Esta evolução da receita fiscal confirma os efeitos da luta contra a fraude e evasão fiscais e o bom desempenho da cobrança coerciva.
Analisando os Impostos Indirectos, existem dois grupos distintos quanto ao comportamento da tvha do mês corrente face à tvha do mês anterior: o grupo de impostos cuja tvha se agravou como são os casos do IT (-4.9 p.p.), Os Outros Impostos Indirectos (-2.8 p.p.) e o IABA (imposto sobre álcool e bebidas alcoólicas) e Imposto de Selo, ambos com quebras inferiores a 0.5 p.p..
No grupo de impostos que apresentaram melhoria da tvha face à verificada no mês anterior, destaca-se o IVA (2 p.p.), o ISV (Imposto sobre Veículos, 1.2 p.p), o IUC (Imposto Único de Circulação, 0.8 p.p.), o ISV (imposto sobre veículos, 1.2 p.p.) e o ISP (imposto sobre produtos petrolíferos, 0.3 p.p.).
















































